Queria começar falando que to achando o título do blog bem ruinzinho, mas ainda não consigo achar algo melhor, porque, feliz ou infelizmente, breguinha e clichêzinho assim, ele está definindo bem a proposta. Anyway
Várias vezes, meu irmão (Régis) comentou comigo sobre os textos incríveis que vinham à mente dele quando se deitava para dormir, e de uns dias para cá venho experimentando do mesmo.
O dia corre, de uma maneira ou de outra, com tudo planejado ou não. São tantas informações fluindo rapidamente pelo cérebro, que o tempo da inspiração não existe. E você pode determinar um horário, sentar-se frente ao computador, e... nada. É você e o cursos da escrita piscando, compartilhando da folha em branco.
Penso que esse "fenomeno" da inspiração ao deitar-se vem do momento de pausa que lhe é próprio. As coisas do dia e do futuro (incerto) percorrem a mente, mas o fato de estarmos parados, ou quase, nos impede de fazer algo naquele momento, e quando fazemos (quando pegar o celular para anotar um lembrete pro dia seguinte), sinto que a inspiração some.
Me pergunto se levantar na hora e ligar o computador seria eficiente. Mas tem a hora, sempre a hora, apitando do lado "7 horas e 37 minutos até o despertador tocar", e parece que ler isso faz soar um cronômetro mental "estou perdendo horas de sono; como vou render amanhã?", então escrever deixa de ser opção. É hobby, né? Pra quê um hobby quando temos de produzir? Imagino que todos saibamos e sintamos a incongruência ou, no mínimo, a tristeza desse fato, porém nos mantemos sem opção, ou quase. Algo se sacrifica, não há como. Pensamentos assim me levam a entender mais um sentido da famosinha frase "vivemos tempos sombrios".
Pois é, acho que por hora é isso. É noite, não estava/estou muito inspirada, porém parece que, ao escrever, a inspiração floresce em algum canto do ser. Que bom... há luz na sombra.
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